17 de julho de 2017

Manoel Camelo (O Empreendedor)

Manoel Camelo,
Homem de empreendedorismo na alma.
Que com muito zelo,
Fazia acontecer.

Como grande maestro,
Era a personificação do agora!
Sonhos e realidades se fundiam.
Cultura, arte, desporto e memória agradeciam.


Das bicicletas ao Clube União,
Era embaixador da alegria.
E da vontade de fazer algo novo,
Manoel produzia!

Das altas madrugadas sonoras e magistrais,
Às lépidas matinês de pura imaginação...!
O show acontecia.
Fascinação!

Os palhaços, as bailarinas...
Os confetes e serpentinas...
A roda de salão.
O sonho breve de diversão!

O bailado e o amor.
A orquestra e o carnaval.
As bodas e as pompas.
A alegria teatral.

Manoel, és tudo isso!
Pois vive no exemplo
De preservação da cultura
E da força magistral de ser ativo.
Vivo!

Flavio Cuervo
12/07/2017

20 de março de 2017

BAILADO APOCALÍPTICO

Você finge e adora.
Confio em tu.
Armemos uma passagem
De amor e luz.

Sem seu corpo e minha mente.
Estou longe...
Longe, longe...
Pelo espaço e além.

Oh! Seria real no céu azul,
Bailar na lua com você.
Mãos trêmulas antes de tudo findar de vez.

Sim, me ofereço.
Para amar.
Será nosso dia
Ou o fim
No nosso bailado apocalíptico.

Num ritmo que é.... Você.

Disfarça e beija-me.
Confie em tu!
Transemos uma bobagem
Que nos leve ao além.

Com seus lábios e seu corpo.
Realizo-me.
Perto e presente.
No fim dos dias...

Só com você.

Flávio Cuervo

7 de março de 2017

Garras de Leão (Poesia a Emerson).



Suas delicadas garras de leão
Escrevem, encenam,
Dançam, aplaudem,
Giram, piram,
Protestam, esbravejam,
Abraçam, correm...
E como correm.

Sua alma de leão
Tenta acordar os de sonhos pacatos.
De sonhos sem nexo
De devaneio e ilusões.

Me despertas todos os dias
Ao ponto de achar que não consigo viver sem tua presença.
Ah! Caro amigo
Sabes quão és meu camarada!

Como é doce e real a vida ao seu lado.
Como é fútil a vida rotineira
Da mesmice humana.
Sem o despertar para nos conduzir.

Gratamente, eu sou teu amigo.
Guerrilheiros com livros nas mãos.
Cabeças a mil no exercício de educar.
De saborear o que a vida tem de melhor.

Sonhos a cumprir, sim!
Vidas sem rumo, não!
Pensamentos humanitários, agora!
Amizade, sempre!

Flávio Cuervo

16 de agosto de 2011.

17 de dezembro de 2016

SONHOS LIVRES

OS SONHOS HABITAM DENTRO DA MENTE.


MUITAS VEZES PRISIONEIROS ETERNOS DA

COVARDIA.


JÁ OS PÉS,

SÃO A AÇÃO DA FORÇA EM

MOVIMENTO.


MENTE SÃ, PASSOS CERTOS.


LIVRES PENSAMENTOS.



F. Cuervo

27 de maio de 2016

Manifesto 2 - Paulo Leminski

LEMINSKI, PAULO – Ensaios e Anseios Crípticos
Pág.15 - Pólo Editorial do Paraná
Organização: Alice Ruiz e Áurea Leminski



A literatura de um país pobre
não pode ser pobre de idéias.
Pobre da arte de um país
pobre de idéias.
Pobre da ciência de um país
pobre de idéias.
Num país pobre,
não se pode desprezar
nenhum repertório.
Muito menos
os repertórios mais sofisticados.
Os mais complexos.
Os mais difíceis de aceitar à primeira vista.
Lembrem-se de Santos Dumont.
Sempre haverá quem diga
que num país pobre
não se pode ter energia nuclear
antes de resolver o problema
da merenda escolar.
Errado.
Num país pobre,
movido a carro de boi,
é preciso por o carro na frente dos bois.



2 de outubro de 2015

POESIA CONCRETA

EU QUERO POESIA CONCRETA
EM MINH’ALMA DISCRETA.

A OBSERVÂNCIA DA VIDA VELOZ
ME FAZ ALGOZ.

SEPULCRO DO IRREAL.
ÁPICE DE VIDA BANAL.

MISÉRIA E IMBECILIDADE.
LIXO.
PENSAMENTO.
VIDA.
MORTE.
DA SURREALIDADE.


FLAVIO CUERVO
02/10/2015


5 de setembro de 2015

Balada do Vampiro



 Meia-noite vou acordar 
E ao abrir os olhos vou notar, 
Que num caixão vou estar. 


Ao levantar me lembrarei 
Do dia que despertei 
E sangue tomei. 


Acho que era muito menino 
Para encarar o destino 
De ser um vampiro. 


Gosto das pessoas seduzir 
Depois que minha alma perdi, 
E a vida eterna possuí. 


Há coisas que são passageiras 
Ou que levam a vida inteira, 
Pois o mundo é uma grande besteira. 


Logo, eu sou imortal. 
Vivo numa vida banal. 
Que não é do diabo nem sacerdotal. 


Espíritos indômitos. 
Sons afônicos. 
Gemidos arrepiantes 
Numa noite como antes. 





Flavio Cuervo